17/09/2007

Cap 15: Um ato de amor pode ser um processo lento e gradual (Ruan)

Fonseca me chamou para sentar junto dos outros amigos. Mantive Jeni ao alcance dos meus olhos. Procurei uma cadeira que estivesse posicionada para um bom ângulo em que eu mantivesse seu grupo sobre minha vigilância.

_Você disse que não vinha por nada, mudou de idéia? _ Fonseca bateu no meu braço.

_É, estava meio chato lá em casa... _ falei, sem interesse pelo assunto, quando observei que Jeni e sua amiga saíram para fora do salão, na área descoberta.

_Você não alugou uns filmes de ação?

_Ãnh? Ah! É... É verdade...

_Ruan, vamos até ali que eu quero te apresentar uma pessoa. _ pediu e nos levantamos.

_Quem vai me apresentar?_ perguntei.

_Ninguém... _ ele falou baixo, quando atravessamos o salão. _ Eu só queria ter uma desculpa para sair de lá. _ Cara, você é meu amigo, pode se abrir comigo, você está esquisito.

_Muito? _ fiz uma careta.

_Bastante. _ afirmou com a cabeça.

_Eu estou apaixonado.

_Ruan apaixonado?

_Fala baixo!

_Desculpe. _ ele conteve o riso.

_Pois é, eu pensei que não diria isso tão cedo._ confessei.

_Você quis dizer tão tarde né? Desde aquela...

_Não fala no nome dela! _ interrompi.

_Tudo bem. Mas Ruan, você realmente conseguiu tirar aquela mulher da cabeça?

_Fonseca, meu coração é grande, cara. _ ri. _ Mas agora meu coração, minha cabeça e meu corpo todo pensam naquela garota. Eu fico me punindo, porque no fundo não é certo, olha para mim, olha para ela!

_Sinceramente?

_Fala!_ incentivei-o.

_Eu acho que vocês têm que ser felizes. Mas... ela é muito garota, Ruan, e talvez precise passar por muitas coisas ainda. Será que você não estará fazendo ela pular etapas da vida?

_Pois é. Eu penso nisso a cada vez que olho para a boca da Jeni e tenho vontade de beijá-la.

_Claro que não impede dela passar pelas primeiras experiências contigo... Só que, Ruan, ela sempre ficará com a pulga atrás da orelha: “Como teria sido se fosse com outros caras?”.

_Desde quando você ficou tão profundo?

_Casei com uma psicóloga. _ ele abriu os braços e olhou para a mesa onde sua esposa estava sentada com as amigas. Ela acariciava uma barriga já saliente de grávida.

_Eu devo aconselhá-la se jogar nos braços de um desses carinhas babacas que vão fazê-la sofrer?

_Ruan, escuta. _ ele caminhou para um lugar onde o som estava mais baixo. _ Tem coisas que ela vai aprender sozinha, outras você pode até ajudar, só não pode cometer um erro: ser bonzinho! Porque pai não é bonzinho.

_Porra, eu não sou pai! _ irritei-me.

_Ruan, Ruan... _ ele interrompeu-me. _ Ela te vê assim inconscientemente, cara, como a figura castradora!

_Ah! Que ótimo!_ revirei os olhos.

_Se você der tudo na mão dela, só vai atrapalhar. Você tem que ser firme “Não" é "Não”, “Sim" é "Sim” e mostrar com seu exemplo exatamente isso. Não pode dizer: “Jeni, seja independente e ir buscar tudo que ela quiser e dar na mão dela”.

_Cara, você está lendo muitos guias para pais, não?! _bati no seu ombro e dei um gole na minha bebida.

_É, pode ser. Mas talvez te ajude, hen?!

_Não, obrigada, eu não quero ser pai dela, eu quero mesmo...

_Ruaaaannn!_ cortou-me.

_Putz, meu, eu tenho hormônios!_ explodi.

_Que bom! Só que contenha-os. Espere._ aconselhou.

_Ãnh-hã. Esperar até eu precisar de viagra? Olha a diferença de idade entre mim e ela?

_Ruan, você precisar fazê-la crescer se quiser uma mulher, porque se quiser só uma garota, vai quebrar a cara.

Suspirei.

_Capitão... _ senti uma mão nas minhas costas.

Virei-me.

_Sua... _ o rapaz pareceu não saber como definir.

_Filha?! _ Fonseca tentou ajudar de brincadeira.

Olhei para ele com cara de raiva e me virei para o rapaz.

_Ãnh, a Jeni? O que tem?

_Ela está lá fora, está tendo uma confusão...

_A Jeni? Ela é tão calma.

_Então ela está incorporada. _ o garoto ironizou.

_Depois você queria ficar em casa, vendo filmes de ação. _ Fonseca balançou a cabeça para os lados.

Caminhei a passos firmes, mas discretos, até o pequeno grupo que se formava ao redor de Jeni e da esposa do Morais. Que motivo elas tinham para brigar?

_Por que está defendendo a sua amiguinha? _ Dona Monique perguntou aos gritos para Jeniffer.
_Olha bem o que você anda espalhando por aí. _ Jeni apontou o dedo na cara da mulher.

_O quê? Que ela é a mulher caçadora de militares?

_Acho melhor você retirar o que falou. _ Jeni pediu.


Monique deu um empurrão em Jeni.

_Pelo menos ela não fica com os soldados na casa do marido. _ Jeni disse e todas as mulheres em volta deram gritinhos e risos.

_Deixa vai! _ Fonseca segurou o meu braço, quando precipitei-me para acabar com aquela confusão. _ Adoro mulheres brigando! Finalmente alguma coisa para agitar isso aqui.

_Sua... _ Monique partiu para cima de Jeni que girou o corpo para o lado mais rápido e a mulher foi ao chão.

_Eu acho que é você que tem que tomar vergonha na cara e cuidar da própria reputação. É muito feio que as mulheres de militar ainda tenham esse rótulo horrível de fofoqueiras. Você mantém isso. _ Jeni apontou para ela.

Entrei no meio do círculo de mulheres e Jeni viu que eu chegara para por fim naquela guerra.

_Jeni. _ falei ao seu ouvido. _ Vamos embora.

(Trilha Sonora da Cena. Clique aqui agora!)

Ela caminhou lado a lado comigo para o estacionamento, enquanto eu a puxava discretamente pelo braço.Nossa noite tinha acabado. Abri a porta do carro e ela puxou o vestido para sentar-se. Sua amiga sabia que tinha sido o agente explosivo daquela confusão toda e ficou muda, sentada no banco de trás.Olhamo-nos por alguns segundos, mas nada dissemos. Liguei o carro e os pneus cantaram. Pus o meu braço na janela e no sinal cocei meu queixo, mordi o dedão. Olhei-a rapidamente e ela estava de braços cruzados. Voltei a olhar para frente, pisei no acelerador. Estava chateado.

Antes deixamos sua amiga em casa e, no trajeto de volta para a nossa, eu não pronunciei uma só palavra.

_Ela que me provocou, Ruan. _ Jeni defendeu-se.

_Você não devia ter feito aquilo._ falei com voz de decepção.

_Eu também acho. Eu não devia ter feito aquilo, devia ter feito pior, enchido a cara dela de porrada, que ódio! _ ela fechou os punhos no ar.

Estacionei o carro e, quando entramos na sala, ela disparou para o quarto. Fonseca estava certo. Jeni precisava de um referencial. Se eu não tinha alguém para ensiná-la e prepará-la para mim, então, que eu mesmo fizesse esse trabalho.

_Eu quero conversar com você. Volte aqui.

Jeni fingiu não me dar atenção.

_Volte aqui._ ordenei em voz alta. Agora! _ falei firme e forte e apontei para onde eu estava.

Ela virou-se e obedeceu.

_Senta. _ mandei.

Ela o fez e ficou de braços cruzados e com um bico de contra vontade.

_Você nunca vai me defender, não é, Ruan?! _ disparou, antes que eu começasse.

_Eu vou defender o que é certo! _ usei uma voz mais calma.

Ela não era um recruta, ela não era um homem, ela era só uma garota. Eu tinha que ter isso em mente para não fazer injustiças. Para cada pessoa temos uma maneira de falar e se eu queria ter o respeito e atenção de Jeniffer, tinha que ser amável com ela, sem deixar de ser firme:

_Eu entendo que você tenha sentido raiva. _ Disse-lhe. Não quis passar a Jeni uma imagem de homem imparcial aos estímulos sociais. _Eu também ficaria no seu lugar se tivessem falado mal de um amigo. Mas você não soube controlar as suas emoções. Não pode simplesmente explodir sem mais nem menos. Se fizer isso, poderá fechar muitas possibilidades em sua vida. Veja só, o marido dessa mulher me ajudou muito, quando cheguei aqui e agora? Como eu vou ter seu apoio? O que você fez me atinge! _ expliquei-lhe, mas sem mostrar raiva.

_Desculpe...

_Te desculpar, Jeni, não apagará o que fez. Porque não se apagam atitudes. Elas ficam cravadas na cabeça das pessoas como tatuagens mentais. Alguns civis dizem que nós militares somos frios, mas aprendemos a agir mais com a razão... _ apontei para minha testa. _... que com o coração. Você tem uma força dentro de você que existe em potência, precisa respirar bem fundo, segurar ela dentro de você e pensar por um segundo antes de agir, caso contrário, poderá canalizar essa energia para o mal e pior, o mal pode te atingir e atingir a quem você gosta, no caso, eu!

_Ruan, eu não sou tão controlada como você!

_Mas vai precisar ser, se quiser ficar comigo, morando comigo... _ ponderei esse detalhe, já que nossa relação... bem eu nem sabia como qualificar o que havia entre nós. _... Jeni, quando uma mulher aceita estar ao lado de um militar, ela entra no mundo e nas regras desse mundo, entende?

_Eu não sou sua mulher.

_É duro te dizer isso, Jeni, mas você tem uma escolha sim: ou fica comigo seguindo essa postura, ou então, não poderá ficar...

O meu amor por Jeni não podia permitir que ela fizesse o que quisesse e eu aplaudisse. Se eu gostava dela de verdade, deveria fazê-la sofrer para aprender o que era certo. Isso sim era a verdadeira força do sentimento. Porque quem quer apenas passar a mão na cabeça não quer conquistar um coração, mas possuir um corpo.

_Quando eu estudava na academia, era constantemente punido por coisas que pareceriam bobas para um civil. O sapato desamarrado, ou um armário aberto, o cabelo grande. Eu sentia muita raiva, claro, na hora, só que hoje entendo para que aquilo tudo servia. As coisas em si não eram terrivelmente prejudiciais e sim as conseqüências futuras do meu processo de desatenção. Eu deveria criar dentro de mim o hábito de estar sempre alerta. Sabe por que, querida? _ puxei seu queixo para que me olhasse. _ Porque ao menor erro meu, eu perco muitos homens que estão sob o meu comando. Eu perco vidas. É isso que ensino a eles: vigiem! Disso depende o seu companheiro.

_Eu não sabia que era tão difícil... estar ao seu lado.

_Pois é, ser mulher de militar, ou representar uma, como é o seu caso, é ter uma conduta, uma postura. Você tentou mostrar isso para aquelas pessoas com palavras, mas fez o contrário do que disse. Se as palavras movem, Jeniffer, os exemplos arrastam. É o seu exemplo que ficou marcado ali. E pior, eu também fiquei mal visto. Afinal, você será sempre uma extensão dos meus atos. O que você fizer, refletirá em mim como espelho.

_Eu gosto de aprender as coisas com você, mas ao mesmo tempo odeio. _ seus olhos estavam marejados de lágrimas. _ Você consegue me fazer eu me sentir uma completa idiota! _ riu de si mesma com ironia. _ E fico com uma sensação horrível de não saber fazer nada direito, de meter os pés pelas mãos...

_Claro, claro, eu te entendo... _ Levantei e agachei-me na sua frente, peguei suas duas mãos e a olhei de baixo. Eu sabia que o meu posicionamento físico implicaria e muito em sua interpretação. Não podia estar em pé, acima dela, isso lhe faria se sentir ainda mais inferior. _ Jenizinha, você é só uma garota. Não te peço que seja a Mulher exemplar, mas fique longe do foco, me entende? Seja livre para fazer suas burradas, mas fora desse meio... Eu vou ser duro contigo, pode me odiar por isso... _ parei um instante e prossegui. _ Mas eu quero que não vá as festas por um bom tempo.

_Você quer me esconder? _ ela olhou-me horrorizada.

_Eu quero que você tenha tempo de ser menina e aprender aos tropeços, mas sem que os outros riam do seu processo de aprendizagem, que armem um palco para comerem pipoca, enquanto falam da sua postura.

_Eu... _ ela olhou para o alto para não deixar a lágrima cair. _... Nunca tive pais que sentassem comigo e me ensinassem essas coisas.

Droga, não era para ela me olhar como um pai também!

_Em nossas vidas nem sempre são os nossos pais a fonte dos nossos valores. Às vezes, são os amigos. Ou quem sabe, um professor, um mestre espiritual, um escritor, um... namorado. _ encolhi os ombros. _... Ou você mesma, errando e aprendendo. Só que não queria que fosse esse último o seu caso. Porque dói, sabe, a gente só viver metendo a cara na parede. Eu não fui sempre assim, Jeni, mas eu mudei e queria te ajudar a crescer também. Se você deixar, claro... _ passei o dedão nas suas lágrimas e beijei sua testa.

Sentei-me mais uma vez no sofá e ela virou o rosto de lado para continuar a me ouvir.

_Ai, Jeni... _ mexi no seu cabelo. _ Nem todos aqui são felizes. Você acha que ela ficou com o soldado por puro prazer? Já imaginou quanta infelicidade está por trás disso? Só que aqui as pessoas vivem um pouco de aparência. As mulheres estão sempre lindas, unhas feitas, cabelos bem arrumados, vestidos brilhantes... porque... lembra? Elas devem ser a extensão de seus maridos... E elas procuram não mostrar sua realidade. Cada muro desses que envolve essas casas guarda uma história. Uma história secreta.

_Por isso que no período militar havia tanta censura.

Sorri.

_Você está confundindo tudo. Aquele período, que não chamo de militar... Ok, não vamos entrar em debates políticos, eu não estou com cabeça para explicar que quem fazia aquilo eram os... Ai ai... _ parei e respirei fundo, Jeni ainda tinha muita imaturidade para acompanhar discussões maiores. Com ela, o processo deveria ser lento e gradual. Foquei no tema da nossa conversa._ Elas apenas se preservam. A maioria é feliz, pelo menos acredito, ninguém carrega uma algema para estar casada com um militar, mas sempre há as insatisfeitas, como em qualquer outro ciclo social.

_Eu quero dormir... _ disse-me, cansada.

_Vai... _ falei e ela levantou-se.

Encostei a cabeça para trás no sofá e desarrochei o nó da gravata. Tinha que respirar melhor.

Por isso que era mais fácil ter só o contato físico de Virgínia. Bastava um telefonema, entrar pelo seu quarto adentro, atravessar seu corpo e ficar longe de sua alma. E mesmo que ainda a quisesse, a alma de Virgínia não era compatível com a minha. Tínhamos uma pura relação de diversão, sem cobranças. Só que ficava um tremendo vazio. Na medida em que eu cobrava de Jeni eu também poderia receber em troca coisas boas, porque a melhor recompensa para mim seria vê-la amadurecer. Ela era ainda uma célula em estágio não especializado e, eu, seu estímulo.

Amar aquela garota seria escrever a duras penas um livro de como se viver, mas segurando sua mão e a guiando, letra por letra. Até onde iria minha paciência e minha perseverança? Meu amor me responderia.


Autora: Li

*Seja uma leitora de carteirinha (ver perfil ao lado), comente e debata o livro!*

18 comentários:

Li disse...

Ana,
Lucy,
Lu,
Marga,
Mell,
Mel (Com um l só rs),
Paula,
Quel,
Sarah,
Tita,
E todas que começaram a ler o livro agora,
OBRIGADA
OBRIGADA
OBRIGADA
Pela rica experiência de dividir esse livro com vocês!
Segurem suas almofadas, sentem todas, porque esse livro vai levar vocês a loucura!
Isso aqui mal está começando a ficar emocionante!!!
Beijinhos da Li

Li disse...

**Ah!Mariana Henriques também, a leitora que entrou lendo tudinho ontem de uma só vez, rs,
Mari, OBRIGADA.

Ok? Quero te ver aqui sempre!

Lucy disse...

Emoção à flor da pele... caraca, eu fico suspirando do começo ao fim! Adorei a conversa do Ruan e do Fonseca... adorei a conversa do Ruan com a Jeni... eu amei cada cena! \o/

Eu... aiai... eu gostei bastante de ver a cena deles dois conversando... o jeito como ele trata a Jeni, o cuidado, as preocupações... isso me lembra alguém... [rsss]

Liiiii... aiai... to esbaldada nas almofadas, completamente empolgada com o que aconteceu, o que está acontecendo e o que há de vir... aiiiiiiii!!! \o/ tah tudo tão gostoso de ler, miga!!!

Tia Li, bjuuuuuuu pra minha mãe, pro meu pai e pra vc e pra todas as minhas amiguinhas leitoras do livro!!! \o/

Li disse...

Então, agora, pega com a paquita aqui o seu presente (*entregando presente e a paquita levando para o lado do palco*)

Se bem que podia ser paquito hahahaha (Eu me divirto)

Ok, foi irresistível hahahahhahaha

Beijão, Lu, você me mata de rir!

Te adorooooooooooooooo

***

E agora?! Esses dois estão tão confusos que nos confudem. Idade interfere tanto assim?

Lucy disse...

Presente!!! \o/ Eba!!! *lucy sai saltitante*

Cara... concordo com um dos personagens que disse que o coração não tem idade (a Pri que falou)... mas tipo... e o que ele vai fazer agora? E ela?

cara... não dá pra fingir que aquele beijo não estava previsto... acho que pela forte emoção eles acabaram esquecendo disso... =P

Li disse...

Será que esqueceram?...
Vamos esperar pelos próximos capítulos para ver.


Li

Nathália disse...

hahaha, quem nunca teve vontade de fazer o que a Jeni fez q atire a primeira pedra?!?!?!

entrei na fila da ansiendade para os proximos capítulos!!

Bjss

Li disse...

Oi, Nathália! (c acento, rs, eita, espero escrever sempre certo rs,)
Pois é, eu tb ia querer dar umas bolachas naquela ridícula.

Uma beijoca para você!

Anônimo disse...

cheguei!!!!!!!! demorei porque andei ocupadinha com o estágio!!! Li, vc perguntou se idade interfere tanto assim... vou te responder com minha própria experiência... um ano antes de conhecer vc e as outas meninas no blog eu vivi um relacionamento muito interessante com um homem 18 anos mais velho!!!!!! tempo pra caramba!!!! eu com 22 e ele com 40!!! bom... pra mim foi um verdadeiro choque... o *Cláudio* (pseudônimo) era desse estilo do Ruan, meio seco e sempre tentava me impor a maneira dele, esquecendo que perto dele eu era apenas uma menina... e nesse período eu estava cheia de medos... tinha passado por um estupro um ano antes e tinha muito medo de que ele tentasse me forçar também... foi com muita lágrima que eu contei isso pra ele que num primeiro momento ficou mudo e depois me abraçou e disse: as vezes eu me esqueço de que vc é apenas uma menina comparada a mim..." e desde esse dia ele passou a ser mais atencioso e foi me ajudando a superar meus medos... quando eu fui violentada eu era virgem então minha primeira vez de fato aconteceu com ele... e foi perfeito!! claro que eu dei o maior trabalho...rsrss!!! mas ele foi super atencioso comigo... de uma doçura imensa!! jamais vou esquecer!! foi tudo do jeito que eu queria... a minha música preferida tocando, noite chuvosa... e... ao contrário de outras meninas que preferem lugares altamente românticos... nós fomos para um lugar no campo e fizemos amor dentro do carro... perfeito demais!!!! o *Cláudio* hoje é meu amigo e sempre me da muitas dicas... ele foi transferido para o Sul mas sempre que vem ao meu estado me visita... na última vinda dele tivemos uma "recaída"... noite perfeita demais!!!!! mas dei voltas e voltas e não cheguei ao meu objetivo... diferença de idade interfere ? um pouco... é preciso ter muito jogo de cintura!! não foi fácil aprender a viver no mundo dele... eu gostava de baladas e ele preferia ficar em casa vendo filmes e ouvindo música clássica... ele perdia as estribeiras quando entrava no meu orkut e via minhas fotos dançando nas festas... mas aprendemos a conviver com o jeito um do outro... é preciso saber ceder MUITO MAIS! mas vale a pena! só tem que tomar cuidado pra não pular etapas da sua vida, pois elas não voltarão... bjus!!

Li disse...

Ok, que ng ouça isso hahaha
Eu tb já namorei um cara muuuito mais velho.
Bom, ele fez uma burrada que estragou tudo...
Mas, posso dizer que estar com alguém mais velho tem sim suas vantagens.
Por hora, a vida me trouxe o inverso e eu tenho um grande prazer em ser a primeira namo do meu lindinho.
Anônima, obrigada por confiar-nos tantas experiências!
Vejo que esse livro é mais que uma simples "estorinha", envolve muitas emoções.
Beijos da Li

aninha!!! disse...

meninas!!!! dia corrido!!!!!!!! passando pra deixar um mega bju pra todas!!!!!

Anônimo disse...

Bom estou acompanhando a história desde o começo mais ainda n tinha comentado..soh passava aki na pontinha do pé( li agora vc jah sabem quem é)..
To amando td... estou apaixonada pelo ruan..acho q preciso de um homem assim..maduro independente..e n eh independente financeiramente n...eh independente psicologicamente...
Acho q a jeni vai aprender muito com ele..mais tem q tomar cuidado p n pular sua vida..pois cada etapa eh importante...
Eles estão lindos.um relacionamento maduro com tantos sentimento infantis..
Imagino oq passa na cabeca dele..a qnt tempo ele n devia sentir o coração bater forte apenar por um cheiro..ou timidez em alguns atos..rs..
Bjs li..tah linda a história...
Me dah uma almofada tb..rs..

Tita disse...

Oooi! Puxa vida hein.. Me surpreende. Se o beijo fosse dado no cap anterior, imagine a caca (apesar de dar vontade né?)
Jeni é durona hein! Gostei dela! Não fica quieta não (po, o problema é que era numa festa militar né?! Todo mundo em volta...)
Bejoo!

mell disse...

nossa... amei o capitulo de hj! pra mim foi um dos melhores =)
a conversa do ruan com a jenni foi perfeita, ela precisava ouvir tudo aquilo (e eu tb...)
tipow... certo q eu ia pra cima daquela mulher, se eu estivesse no lugar da jenni! ashuauaushuauhs


"nós militares somos frios, mas aprendemos a agir mais com a razão que com o coração..." acho q nem preciso falar mais nada! perfeito esse pensamento do ruan!

marianahenriques disse...

Nossaaaaa....fortes emoções...
Falando novamente sobre romances com grandes diferenças de idade...
Acho q todas nós um dia já nos apaixonamos por homens mais velhos. Seja um professor, um vizinho, o irmão de uma amiga...sabe Deus...mas sinceramente...acho q se tiver amor verdadeiro isso pode dar certo sim...
Claro que a época era outra mas meus avós tinham 10 anos de diferênça quando casaram...ela 17 e ele 27...imaginem. Ele um homem feito e ela uma menina. Mesmo assim foram muuuiiiito felizes.

Outra coisa...
No capítulo anterior quando ela nara a cena q ele está chegando no baile....q coisa mais linda...
Fiquei lembrando meu amor no baile do aspirantado dele com a mesma farda...lindooo, maravilhoso.Aiiiii aiiiii.

Bjkitas gurias.

Li...manda outro capítulo logo...estou ansiosa pelas próximas emoções...viciei.hauhauahua

Li disse...

Já disse que amo vcs?! Ok, vamos por partes:

Anônima, minha fofa, te adoro viu?
(adoro conhecer as pessoas pelo que elas escrevem hahahahah)
Isso aí, vai chegar um amor assim p vc tá? To aki jogando a flechinha de cupido.

Tita, sim ela é durona na queda, mas muito doce também. Vamos ver o qnt ela vai mudar.

Mariana, minha leitora mais nova hehehe, olha acho que todo mundo já passou por isso hen, agora a jeni tinha que passar e ficar, também to na torcida.

Ok, para de papo e vou escrever a história!

Ana Carolina disse...

Ahh..vida no meio mlitar é complicado...festas então...bem, por mais que de vontade de falar o que vier a cabeça temos que morder a lingua, pois reflete com quem convivemos...e muito!!!Eu fico meio sem jeito, sei-lá, tenho receio de falar com essas mulheres que não tem mais o que fazer, já criaram fofocas minhas sem eu ter dirigido a palavra a pessoa!!É complicado.Por isso prefiro dar uma de metida e não falar com quem eu não conheço...o bruno me avisa com quem eu não devo falar, já disse quais mulehres dão problema, e uma delas criou uma encrenca que foi chegar muito longe, no ouvido de uma menina, namorada de um milico que estava servindo no rio!Li to adorando o livro...e se idade interfere, bem, não posso dizer de carteirinha, meu amor só é 3 anos e pouco mais velho do que eu, mas ele com certeza é bem maduro...e eu as vezes me sinto sim uma garotinha...
Ahh..e esse beijo que não sai...que nervoso...to curiosa para saber como vai ser a cena do beijo e a eação da jeni!!Ahh Li, estive fazendo prova esse fim de semana, um capitão tomou conta da minha sala...sabe que quando eu o vi lembrei do ruan?!Caraca é como eu imagino que seja o ruan...e o posto é o mesmo....gente, fiquei abismada...mas já tenho meu amor...rs

marianahenriques disse...

Obaaaaaa...
Isso Li...mais um capítulo no forno...
Sou a leitora mais nova mas aposto q estou sendo uma das mais frequentes...huahuahuahuahuahua.
Já falei q viciei né????
Descobri o melhor divertimento pras minhas noites sozinhas enquanto meu More está no curso de Comandos...
Aiiii aiiii q saudades dele.
Fico lendo as estórias da Jeni e do Ruan e vejo meu amor em várias das situações q eles estão passando.
Principalmente pq eu e meu more levamos um tempão nessa situação de um não saber oq o outro estava sentindo...só nessa paquerinha q é boa d+.
Bom gurias...
Bjkitas a todas.
Mari